Em família… ou não, a campanha está para começar

Claudius Brito – Em Anápolis, a campanha terá pai e filho buscando votos; em tamanho família, a Bolsonaro também está na disputa. A partir de domingo, a campanha já pode ganhar as ruas.

Bloco nas ruas

A partir de domingo (16/8), candidatos, partidos, coligações e federações já poderão colocar o “bloco nas ruas”. Ou melhor, poderão iniciar a campanha eleitoral.

Segundo o calendário eleitoral, a campanha poderá seguir até o dia 3 de outubro próximo. Portanto, seguindo as regras da Justiça Eleitoral, está liberada a promoção das candidaturas por meio de carros de som, carreatas, caminhadas, comícios (sem shows), distribuição de material de propaganda.

Enfim, pode-se pedir votos à vontade sem, é claro, cometer abusos que a própria legislação configura, para dar isonomia ao processo.

E o que o eleitor espera é que cada candidato ou candidato possa se apresentar da melhor forma, com os seus projetos.

Juntos e misturados

Eles são pai e filho; ambos são médicos oftalmologistas e com mais uma coisa em comum: gostam da política. Tanto é que percorrerão o caminho que levará às urnas de 2026. Pedro Canedo, o pai, disputa uma vaga na Câmara Federal, cargo que já ocupou, inclusive, como deputado constituinte.

Pedro Paulo Caiado Canedo, o filho, disputa uma das 41 cadeiras da Assembleia Legislativa de Goiás. Embora com muitas coisas em comum, eles estão em partidos diferentes.

Pedro Canedo, no PRD e Pedro Paulo, no Mobiliza.

Os dois partidos, entretanto, convergem com a base de apoio ao candidato ao Governo de Goiás, Daniel Vilela (MDB). E, para Presidente da República, eles seguem o projeto de Ronaldo Caiado (PSD).

Tamanho família

A família Bolsonaro, sem o ex-presidente Jair, estará em peso disputando as eleições de 2026.

A começar pelo filho nº 1, Flávio, que é senador, teve seu nome homologado como candidato à Presidência da República; o nº 2, Carlos, ex-vereador do Rio de Janeiro, vai concorrer a uma vaga ao Senado por Santa Catarina; o nº 4, Jair Renan, vereador em Balneário Camboriú, disputará uma vaga na Câmara Federal, também por Santa Catarina. Michele, a esposa, vai concorrer ao Senado pelo Distrito Federal.

A ex-esposa Rogéria, disputará o cargo de deputada federal pelo Rio de Janeiro.

E, por fim, o irão Renato, também pedirá voto para tentar se eleger deputado federal por São Paulo.

Caça aos votos

O que já tem de candidatos e candidatos de fora beirando os votos de Anápolis- terceiro maior colégio eleitoral do estado- não é brincadeira. Mas isso é normal, mesmo porque, candidatos e candidatas de Anápolis também precisam buscar votos em outros colégios eleitorais.

Agora, é o eleitor que vai decidir o perfil da sua representação política. Claro que, se tiver mais candidatos do município, tem-se uma ligação mais próxima para cobrar, fiscalizar e trabalhar as demandas da cidade.

Mas, historicamente, Anápolis sempre deu muitos votos a candidatos de outras bases. E esses, casos eleitos, deverão ser cobrados mais tarde por esses votos que os elegeram.

  • As candidaturas de Ronaldo Caiado (PSD) para a Presidência da República, e de Daniel Vilela (MDB), para o Governo de Goiás, serão lançadas oficialmente no domingo (16), passando por cinco cidades do Entorno: Águas Lindas, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Cidade Ocidental e Luziânia.
  • Pode até ser que não, devido ao número de candidatos, mas deve demorar ainda um pouco para que as campanhas ganhem maior visibilidade nas ruas de Anápolis. As eleições gerais não têm a mesma pegada do que as municipais.
  • A campanha no rádio e na televisão, para o primeiro turno da eleição, começa no dia 28 próximo e se estende até o dia 1º de outubro, três dias antes do pleito.
  • Fora os debates já corriqueiros entre os vereadores Jakson Charles (PSB) e Rimet Jules (PT), a Câmara teve uma semana tranquila.