Claudius Brito – O secretário municipal de Obras, Habitação, Planejamento Urbano e Meio Ambiente, Thiago de Sá Lima participou do encontro realizado pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Anápolis, no último dia 5/8, para debater com representações da sociedade organizada a requalificação do Centro de Anápolis e o Plano Diretor.
Por cerca de duas horas, o secretário ficou atento aos dados trazidos pelo presidente da CDL, Luís Miguel, sobre a situação do comércio na região central da cidade e, também, ouviu dos empresários e lideranças classistas, as situações que a debandada de consumidores do Centro de Anápolis tem provocado.
Dois dados são bem impactantes: o número de portas de comércios fechados, saiu nesse ano de 172 em janeiro para 252 em junho, com incremento de 32%. O rendimento médio de empresários estabelecidos na região central está na faixa de R$ 5 mil.
Após essa exposição, o secretário fez uma abordagem técnica e muito realista do que se tem hoje e o que se pode esperar do futuro para o Centro de Anápolis.
Segundo ele, desde o início da gestão, o prefeito Márcio Corrêa está atento para essa questão da revitalização ou requalificação da região.
Inclusive, lembrou, foi realizado um concurso com arquitetos para abarcar visões que esses profissionais têm com relação ao Centro da cidade.
Além disso, completou, a própria Prefeitura colocou em campo seus técnicos da área- engenheiros e arquitetos, bem como outros que atuam em áreas diferentes, como a social, para ajudar a fazer um “raio-x” de tudo que acontece no Centro.
Dores
O secretário afirmou que conhece bem as “dores” dos empresários, porque é também empresário, embora esteja agora atuando no setor público e tendo uma visão também do outro lado.
Thiago de Sá destacou que a gestão do prefeito está empenhada em trabalhar soluções para o Centro, mas, para isso, tem que solucionar gargalos próprios para que o município possa recuperar, de forma plena, a sua capacidade de investimentos.
Hoje, segundo ele, a Prefeitura tem de desembolsar cerca de R$ 20 milhões só para pagar empréstimos, de uma dívida na casa de R$ 1,3 bilhão.
“Não é uma justificativa, mas é preciso que as pessoas saibam disso”, ponderou, acrescentando que a Prefeitura se esforça para manter em dia a folha de pagamento, pois eventuais atrasos poderiam trazer impactos negativos para todo o comércio.
Plano Diretor
O secretário assinalou que medidas já foram iniciadas com vistas à requalificação do Centro. Entre elas a recuperação da parte de infraestrutura e saneamento, que são projetos que demandam fortes investimentos e planejamento para não paralisar por muito tempo os comércios nos locais das intervenções.
Outro ponto crucial que vem sendo trabalhado pela gestão atual é a melhoria do transporte coletivo, que vai trazer também um impacto positivo na região central da cidade.
De uma forma mais ampla, o secretário assinalou que o novo Plano Diretor, que está sendo revisado e deverá ser entregue até meados do ano que vem, junto com as leis complementares, dará maior sustentabilidade ao crescimento do município e abarcará muitas das demandas que se tem hoje no Centro de Anápolis.
Pelo Plano Diretor passam diversos projetos importantes como o uso e ocupação do solo, mobilidade urbana, plano de arborização e de preparação para adversidades climáticas.
De forma mais prática, já se tem em vias de início de processo licitatório, via CMTT, a implantação do estacionamento rotativo e alocação de recursos para implantação de mais ciclovias.
Entende o secretário que a requalificação do Centro é uma via de mão dupla e, quanto mais essa questão for tratada do ponto de vista técnico e menos político, melhores resultados poderão ser colhidos.
