Claudius Brito/Nilton Pereira – Ponto de referência de lazer e da própria história de Anápolis, o Parque “Antônio Marmo Canedo”, também conhecido como Parque da Matinha, localizado na região do Bairro Maracanã, está prestes a passar por uma grande obra de revitalização.
Conforme publicado no Diário Oficial, o extrato do contrato nº 247/2026, oficializa a CML Braga Construção de Edifícios como a empresa para a elaboração dos projetos básicos, executivos, complementares e a execução da obra, com prazo estipulado de 15 meses da assinatura do contrato.
Conforme consta no documento público, o valor do contrato é de R$ 6 milhões 298 mil reais.
A Prefeitura de Anápolis informou ontem (13), que a obra de recuperação do tradicional logradouro começa na próxima segunda-feira (17).
A reportagem esteve no local. De cara, são duas realidades latentes: uma é a destruição e o vandalismo que está presente em grande parte do logradouro e a outra é que é um local muito bonito, com muito verde, muitos pássaros e muito espaço para ser recuperado, para que o parque retome sua condição daquilo que já foi: um cartão postal e um poit de lazer, onde as famílias se juntavam para fazer piquenique, como acontece hoje, por exemplo, no Parque Ipiranga.
O Parque da Matinha ainda tem ali funcionando a estrutura administrativa, o local da Banda Lira de Prata e o espaço destinado aos escoteiros. Mas, infelizmente, por ali, ainda se vê pessoas, inclusive, estudantes, como se tem relatos, supostamente fazendo uso de drogas.
Mas, isso poderá ser passado, porque se tudo der certo, uma nova página na história vai ser vidada. E, por falar nisso….!
História
Corria o ano de 1972 e a ideia de formação de parques temático/ambientais no interior do Brasil era, apenas, um esboço. Nos chamados grandes centros já existiam tais projetos, como o Jardim Botânico, no Rio de Janeiro e Ibirapuera, em São Paulo, para ficar, apenas, nestes dois.
Mas, o espírito visionário de Íris e depois, de Santillo, permitiu que Goiânia e, Anápolis, também, entrassem para o seleto rol de municípios preocupados com a estética e, muito mais do que isto, com o equilíbrio ecológico em suas regiões urbanas. E, assim se fez.
Ao contar com o esforço de uma equipe, sob o comando de Amador Abdalla, então Diretor de Parque se Jardins, a ideia foi apresentada e começou a ganhar corpo. Faltava definir-se o local e, principalmente o recurso para a obra, principalmente a aquisição, mesmo que pelo sistema de desapropriação, do terreno. Mas, isto se resolveu facilmente.
O terreno foi doado pela família Faria, capitaneada pelo médico e político Anapolino de Faria, um dos maiores benfeitores de Anápolis em todos os tempos.
Com a definição da área, iniciou-se o projeto que culminou com a entrega do almejado parque. Uma bela reserva ambiental nativa do Cerrado, com árvores centenárias, intactas e de fácil acesso, no Bairro Maracanã. Foi um sonho sonhado e realizado.
O Parque recebeu o nome de “Antônio Marmo Canedo”, em homenagem ao jovem ex-bancário e ex-vereador, filho de uma família pioneira e que falecera precocemente. Não houve qualquer questionamento quanto à homenagem, com todos a entenderem ser ela justa.
E, através de décadas, o Parque reinou absoluto, pois era a única opção pública de lazer daquele porte ao alcance da população urbana do Município.
Antes, nos anos 50 e 60 funcionou a Chácara Fanstone, também uma espécie de zoológico aberto à visitação popular. Mas, aquele projeto foi desativado.
Marcos
- O Parque da Criança, localizado ao longo da Rua 14, no Bairro Maracanã, foi inicialmente ordenado pelo Decreto de Utilidade Pública nº 746, em 21 de dezembro de 1971, durante o governo do prefeito Henrique Santillo (1970-1973), com vistas à construção do Parque Municipal de Anápolis, com finalidade de constituir a área com a função de lazer para a comunidade, bem como a incorporação do valor turístico para o município.
- A área original era de chácaras remanescentes do loteamento Maracanã, feito em terras da família Faria na década de 1950.
- Em 1973, o local que sempre foi denominado pela população de “Parque da Matinha”, por decreto municipal, passou a ser denominado de Parque Municipal Antônio Marmo Canedo, em homenagem a um cidadão anapolino falecido na época.
- Em 2022, o Parque da Matinha completou 50 anos.
- 2026: uma nova página deve se abrir na história do logradouro.
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