Painel da CNI traz um retrato sobre o potencial e a força da indústria de Goiás

Claudius Brito – Goiás já não é, hoje, como foi no passado, um estado que agregava pouco valor à sua produção. Muito do que saia do campo in natura era direcionado para outros estados e depois voltada como produto acabado, industrializado e, claro, isso tinha um custo para quem estava na ponta, o consumidor.

Mas, o tempo passou e Goiás, embora ainda seja um referencial no agronegócio do país, tem também uma indústria forte e representativa nos mais diversos setores. Anápolis tem um pouco de “culpa” nisso, porque o município foi sem dúvida aquele que alavancou o processo industrial goiano, sobretudo, a partir da criação do DAIA, em meados da década de 1970.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) tem em seu site, um painel que retrata a realidade da indústria em cada unidade da federação, cujas informações são calçadas em informações de bases oficiais.

Em pesquisa a esse painel, o CONTEXTO apurou informações sobre a indústria de Goiás e, pode-se dizer, é um raio-x positivo.

Conforme o levantamento, o Produto Interno Bruto (PIB) Industrial em 2023 (último dado consolidado do TSE), era de R$ 66,8 bilhões, correspondendo a 22,1% de participação na conformação do PIB de Goiás e 2,8% de participação no PIB nacional industrial.

Os principais setores, levando em conta a participação no PIB industrial, são: – Alimentos (30,7%); – Construção (20,7%); – Serviços Industriais de Utilidade Pública (13,6%); – Derivados de Petróleo e Biocombustíveis (8,4%); – Químicos (3,7%). Juntos, esses setores representam 77,1% da indústria do Estado.

Número e tamanho

A pesquisa traz que, em 2025, o número de indústrias era de 30.120. E aí, entram outros dados sobre o tamanho das empresas. As microempresas (com até 9 empregados) são 81,3% e o emprego industrial gerado é de 13,1%. As pequenas empresas (10 a 49 empregados), 15,1% e 20,9% do emprego industrial.

As médias empresas (50-249 empregados) são 2,9%, com 20,3% do emprego industrial. Já as grandes empresas (com 250 ou mais de funcionário), são 0,7%, mas respondem por 45,7% do emprego industrial.

O painel informa que a indústria goiana gera 416.916 empregos, concentrando 21,4% dos empregos formais do Estado. O salário médio na indústria goiana é de R$ 3.087,60. Consta, ainda, que 69,9% dos trabalhadores nas indústrias de Goiás têm ao menos o ensino médio completo.

Em relação à tributos, o painel registra  que em 2022, a indústria de Goiás recolheu em ICMS um montante na casa de R$ 7,1 bilhões.

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