Claudius Brito- A posse de Daniel Vilela no Governo de Goiás traz para Anápolis, desde já, a expectativa de uma relação produtiva no campo da economia. Afinal, o município sedia um dos maiores e mais bem estruturados distritos agroindustriais do país, o DAIA.
São mais de 150 plantas fabris, em diversos segmentos- com destaque para o polo farmacêutico, considerado o segundo maior do Brasil- que fazer girar a engrenagem não apenas da economia local, mas também de Goiás, com a produção de bens e serviços, a geração de empregos, rendas e divisas (tributos).
O DAIA é um dos 27 distritos industriais criados e mantidos pela Companhia de Desenvolvimento Econômico do Estado de Goiás, a Codego, uma empresa de economia mista sob controle acionário do Estado e jurisdicionada à secretaria de Infraestrutura (Seinfra).
O comando da Codego, agora na gestão de Daniel Vilela, foi entregue a um anapolino, o empresário Luiz Antônio Rosa. Apesar de jovem, ele já carrega no seu currículo vasta experiência empresarial e classista. Neste caso, como presidente do Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário (Sinduscon) Anápolis e primeiro-vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Anápolis.
O empresário foi chamado por Daniel Vilela para assumir a Codego, levando consigo o apoio do Fórum Empresarial da cidade, do prefeito Márcio Corrêa e do movimento denominado Prospera Anápolis, uma iniciativa liderada pela presidente da Câmara Municipal, vereadora Andreia Rezende.
Em entrevista ao CONTEXTO, Luiz Rosa falou sobre as suas expectativas em relação à missão que está assumindo no estado.
Transição
O empresário afirmou que iniciou a transição para assumir o cargo, que era conduzido por Francisco Júnior. Conforme observou, a companhia está bem estruturada e possui uma boa equipe atuando lá.
Entretanto, diz que espera introduzir algumas novidades e isso é o que agora está sendo alinhado dentro desse processo, “de uma forma bem dinâmica”, sublinhou Luiz Rosa.
Anápolis
O novo presidente da Codego também fez uma avaliação sobre o momento vivido por Anápolis. Ele fez referência à questão do PIB (Produto Interno Bruto), em que o município perdeu posições no ranking estadual para Aparecida de Goiânia e Rio Verde.
Contudo, destacou que Anápolis não estagnou e, muito menos, decresceu o seu PIB. Os outros dois municípios que conseguiram alavancar uma melhora no indicador do IBGE.
E o protagonismo que a cidade sempre teve em relação ao desenvolvimento econômico, será retomado.
Isso deixou de acontecer, na sua avaliação, porque o município deixou de fazer o “dever de casa” em relação, por exemplo, a atualização da sua legislação, como por exemplo, a modernização do Plano Diretor e suas leis acessórias, que são marcos legais importantes dentro do processo de desenvolvimento de Anápolis.
Luiz Rosa observa que não é questão de atribuir culpa a esse ou aquele gestor. Agora, é hora de olhar para a frente e isso, disse, está sendo feito com a gestão do prefeito Márcio Corrêa, que já sinalizou não apenas boa vontade política para modernizar a legislação, como também ter uma parceria com o estado, via Codego, para o pleno desenvolvimento do DAIA.
“Então, nós estamos muito confiantes e motivados para em breve a gente ter mais boas notícias”, afiançou o novo presidente da Codego.
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