Por Claudius Brito – A história tem gosto. Isso pode parecer meio estranho para alguns. Mas, voltando a um passado não muito distante, dá para “desembrulhar” na memória um monte de gostosuras.
E, claro, alguns lugares marcantes onde a gente ia comprar as guloseimas com muita parcimônia, porque o dim-dim era pouco. Então, tinha que valorizar. Pode-se dizer, era uma conquista.
Na Praça das Mães, no coração de Anápolis, havia um bar na esquina que era nosso principal referencial, quando tinha dinheiro para comprar balinhas, chicletes, doces, entre outros.
Tudo isso se tem hoje, muito fácil, barato, mas nem tão valorizado quanto tempos atrás. O mundo mudou, os gostos mudaram, mudaram-se também valores.
Mas as gostosas lembranças permanecem.
No Bar do Bira, um ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira, éramos sempre bem recebidos. Afinal, formávamos uma parte significativa da clientela, sobretudo, da que consumia as “bobagens”.
Então, chegando lá era escolher. Alguns produtos ficavam em um baleiro e outros no balcão. Que tal começar com a Banda. Era uma bala macia, quadradinha, que vinha num pacotinho pequeno, cada qual com um sabor diferente. Algumas eram um pouco azedinhas.
A bala Soft era gostosa, mas dava medo de entalar na garganta. E as mães sempre advertiam: -Cuidado com isso, meninos!
Não era sempre que dava para comprar, mas tinha também o chocolate de cigarrilha, que vinha embalado como se fosse uma carteira de cigarro, que vinha com uma criança na capa com um cigarro de chocolate entre os dedos. Na época, não se tinha uma política anti-tabaco, se não a coisa ficaria feia para o fabricante.
Tinha ainda a moeda de chocolate. Era bem fininho, mas com um gosto suave. Mas, o bom mesmo era mostrar para os amigos aquela moedinha dourada. Hoje ainda se vê dessas moedinhas em alguns estabelecimentos.
Meio chocolate e meio doce, o Pirulito do Zorro também era uma boa opção para a compra. Ou, então, o Pirucoptero, que era um pirulito comum que tinha com um palito em forma de hélice que a gente girava nas mãos para fazer voar. E o Pirulito Guarda-Chuva. Não recordo o nome, mas assim o chamávamos por conta do seu formato.
Vamos mudar o gosto. Que tal um chiclete ping-pong (que tinha figurinhas divertidas nas suas embalagens) ou um mini-chiclete que tinha num saquinho com peças bem pequenas e coloridas.
O Bubbaloo também fez muito sucesso, especialmente, porque era muito macio e tinha um líquido dentro, de acordo com o sabor escolhido.
E não acabou! Lembra da balinha quadrada de amendoim e o melzinho que era vendido em saquinhos pequenos emendados uns aos outros.
Sem contar os doces: maria-mole, o de leite em uma espécie de casquinha de sorvete crocante e o não menos irresistível suspiro.
Na “vitrine” dos chocolates: o Kri; o Chokito; o Prestígio e o Batom. Lembra da propaganda: Compre batom….compre batom…!
A lista é grande. Muita coisa certamente ficou de fora. Mas puxe na memória e suas doces lembranças vão ressurgir e, com um certo esforço, vamos lembrar até o gostinho de cada coisa.
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