CONTEXTO POLÍTICO- Emoção em missa de 7º Dia de Amiltinho

Claudius Brito – A eleição deste ano está chegando, infelizmente, com uma grande lacuna pela morte do deputado estadual Amilton Filho. Ele estava em plena campanha à reeleição, quando faleceu em um acidente de carro.

Sétimo Dia

Na noite desta sexta-feira (02), a Catedral do Bom Jesus, no Centro de Anápolis, ganhou uma projeção especial para homenagear o deputado estadual Amilton Filho, que morreu em um acidente de carro, no último dia 26, perto de Cristalina, onde iria trabalhar por sua campanha à reeleição. A

missa, marcada pela emoção, teve a presença de várias lideranças políticas, entre elas o prefeito Márcio Corrêa e a primeira-dama, Carla Lima Corrêa; o governador Daniel Vilela e sua esposa Iara Netto Vilela; o ex-governador Ronaldo Caiado e sua esposa Gracinha Caiado; entre outras.

Logo após o ato religioso, o pai, Amilton Batista de Faria e a irmã, Andreia Rezende (presidente da Câmara Municipal), fizeram depoimentos emocionados, lembrando a trajetória de Amiltinho, marcada pelos bons exemplos que ele deixou tanto na vida pessoal como na carreira política.

Muita emoção, também, por parte da viúva, Caroline e de uma legião de amigos que o político deixou.

Bom de votos

Os números falam por si só, ao se analisar o crescimento de votos de Amilton Filho, que estava em exercício no segundo mandato de deputado estadual, quando perdeu a vida em um trágico acidente ocorrido no último dia 26/9.

A primeira eleição que Amilton Filho disputou foi em 2012, para a Câmara Municipal de Anápolis. Na época, pelo PSC, ele obteve 2.965 votos e foi o segundo mais votado.

Na eleição seguinte, ele disputou a reeleição para o cargo, pelo Solidariedade, e obteve 3.119 votos, sendo o terceiro mais votado.

No segundo mandato no Legislativo Municipal, ele foi também eleito presidente da Casa.

Na eleição de 2018, Amilton disputou uma vaga na Assembleia Legislativa, pelo SD e obteve 16.486 votos e na eleição de 2022, disputando a reeleição pelo MDB, obteve 46.556 votos, ou seja, um crescimento de 182,40%.

Ele estava sendo projetado para ser, senão o mais bem votado nessa eleição, um dos mais bem votado e isso o iria credenciar, certamente, a disputar a presidência da Alego. Mas, veio a fatalidade.

Volta da Câmara

Há uma expectativa para o retorno da Câmara Municipal após as eleições deste domingo (4). É que a Casa de Leis tem cinco nomes que estão disputando cargos. Os vereadores João da Luz (Cidadania), Suender Silva (PL) e Alex Martins (PP) e Wederson Lopes (UB) concorrem a uma das 17 cadeiras na Câmara Federal.

Já o vereador Jean Carlos (PL), concorre a uma das 41 cadeiras na Assembleia Legislativa. Sendo algum deles eleito, obviamente, o seu suplente deverá assumir a partir do começo de 2027.

E, falando em suplente, o vereador Osmar Borges deve retornar a essa condição com o retorno do titular do cargo, Domingos Paula (PDT).

Vestibular das urnas

Numa analogia com o vestibular tradicional, as eleições gerais desse ano também têm a “pressão” da concorrência. Em Goiás, não é diferente. E a concorrência é boa.

Para governador, a concorrência é de seis candidatos para a única vaga em disputa. O eleito leva também o vice.

Para senador, a concorrência é de 5,5 candidatos por vaga. São duas cadeiras em disputa e 11 concorrentes. Os eleitos levam, cada um, dois suplentes.

Para deputado federal, a concorrência é a maior: 15,59 candidatos por vaga. São 17 vagas em disputa e 265 concorrentes. Por fim, 595 políticos disputam uma das 41 cadeiras da Assembleia Legislativa.

Sendo assim, a concorrência é de 14,51 candidatos por vaga. Os números consideraram todas as candidaturas registradas no TSE.

Voto: Senado

A eleição para o Senado Federal ocorre de forma diferenciada. Cada estado e o Distrito Federal têm direito a três cadeiras de representação na Casa e a renovação das vagas ocorre de forma alternada, ou seja, em uma eleição, a disputa é por uma cadeira e, em outra, duas cadeiras.

Na eleição desse ano, a renovação é de 2/3. Sendo assim, o eleitor poderá votar em dois candidatos. Por isso, é importante analisar duas alternativas, incluindo, os nomes dos suplentes que estão compondo as chapas.

Vale ressaltar que não há possibilidade de o eleitor votar em um mesmo candidato duas vezes. Para o Senado, também não é possível votar em legenda. O mandato de Senador é de oito anos.

Portanto, aqueles que forem eleitos agora no domingo (4), tomarão posse no começo de 2027 e permanecerão no cargo até 2035.

  • Quando a Alego voltar a se reunir, após as eleições, será dada a posse na vaga de Amilton Filho ao seu suplente, Thiago Albernaz, do MDB.
  • A caneta presidencial baixou algumas medidas de impacto nesse transcurso de campanha, sobretudo, com o aumento dado ao benefício do Bolsa Família e o fim das chamadas BETs.
  • A Justiça Eleitoral fez acordo com os partidos políticos em Anápolis, pelo menos, com a maior parte deles, para evitar o derrame de “santinhos” nas proximidades dos locais de votação.
  • E ainda falando em eleição, a Justiça Eleitoral, mais uma vez, não adotou a chamada “lei seca” para as eleições desse ano em Anápolis.

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