Claudius Brito – A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) apresentou, recentemente, na Câmara de Vereadores, a prestação de contas referente ao primeiro quadrimestre de 2026, A apresentação foi conduzida pela titular da pasta, Jaqueline Gonçalves Rocha de Oliveira.
E, para além dos números, que apontaram investimentos na saúde local na casa de 21,28% em relação à receita para este período, bem acima do limite mínimo previsto na Constituição, de 15%, a prestação de contas trouxe outros elementos.
Um deles é, de fato, bem interessante e traz como título: “A dinâmica populacional e as demandas de cuidado”. É cruzamento de informações que vincula os atendimentos e as “pressões” de acordo com agrupamentos da pirâmide etária da população.
O quadro demonstrado destaca que na base da pirâmide, de janeiro a abril desse ano, foram 1.966 novos anapolinos nascidos, exigindo robustez contínua da rede materno-infantil.
No grupamento intermediário, tem-se a população entre 20 a 59 anos de idade, representando 58,31% da população total do município. Segundo o levantamento, esse agrupamento exerce maior pressão sobre a medicina do trabalho, saúde da mulher e prevenção primária.
No topo da pirâmide etária, o grupamento da terceira idade, ou seja, das pessoas com 60 anos ou mais, que representa 15,15% da população total, a pressão na rede é exercida pelo aumento exponencial na demanda por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs).
Consta ainda que na faixa dos 20 a 49 anos de idade, as atenções se voltam a demandas como saúde reprodutiva, trauma e, também, doenças crônicas.
Responsabilidade regional
Consta ainda no relatório, que Anápolis é um município-polo na Regional Pirineus, com atendimentos diversos na saúde estendidos a pelo menos 10 municípios circunvizinhos como: Abadiânia, Alexânia, Campo Limpo de Goiás, Cocalzinho, Corumbá de Goiás, Gameleira, Goianápolis, Pirenópolis e Terezópolis de Goiás.
Linha de defesa
Não menos importante, o balanço destaca que de janeiro a abril desse ano, a Atenção Básica registrou mais de 800 atendimentos diversos. Mais precisamente: 872.016, sendo 322.547 visitas domiciliares (o SUS dentro da casa do cidadão); 299.825 Atendimentos Individuais (acompanhamento clínico contínuo); 211.176 procedimentos gerais e 38.468 atendimentos odontológicos.
E por que esses números são importantes? Segundo o próprio relatório, esses atendimentos na Atenção Básica, que é considerada a linha de defesa saúde pública, são fundamentais para conter a demanda por internações e, muitas vezes, até, impedindo que as demandas alcancem a alta complexidade
Linha da Vida
No chamado eixo da Linha da Vida, o relatório traz em destaque um recorte das urgências e emergências, através do SAMU (192).
Somente no primeiro quadrimestre do ano, foram 10.585 atendimentos pré-hospitalares, com tempo médio de resposta de 28 minutos e 37 segundos, considerando a saída das viaturas até o retorno delas à base. Foram 8.073 envios de Unidade de Suporte Básico.
As informações do relatório estão nos registros do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS) e Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS).
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