Câmara tem minuto de silêncio, alta tensão entre vereadores e falta de quórum

Claudius Brito – Durante a sessão ordinária desta terça-feira (2/6) na Câmara Municipal de Anápolis, os vereadores presentes fizeram um minuto de silêncio em reverência aos cinco estudantes que faleceram em decorrência de um trágico acidente na GO-518.

O pedido para a homenagem partiu do vereador Fred Caixeta e de pronto foi acatado pelo presidente em exercício da Mesa Diretora, o vereador José Fernandes.

Anteriormente, o vereador Reamilton do Autismo também se manifestou e informou que o seu gabinete encaminhou uma nota de pesar sobre o fato.

O acidente ocorreu na noite de ontem (1º), entre os municípios de Buriti de Goiás e Córrego do Ouro, localizados na região Oeste do estado.

Cinco estudantes do Colégio da Polícia Militar 5 de Julho, localizado em Sanclerlândia, voltavam para casa em Córrego do Ouro, quando a Van em que eles estavam colidiu na traseira de uma carreta.

Debate polêmico

Os debates no parlamento começaram tensos. O vereador professor Marcos (PT), informou que acionaria o Conselho de Ética contra o colega policial federal Suender, que na sessão de ontem, disse que o petista seria favorável ao crime organizado.

Mais adiante, os vereadores cabo Fred Caixeta (PRTB) e Jakson Charles (PSB) entraram em atrito na discussão envolvendo o caso de uma senhora de Catalão que teve uma parte de uma área desapropriada pelo governo estadual para a realização de uma obra.

Essa discussão, também, já havia sido travava na sessão de ontem, mas, no debate destas terça-feira, os dois vereadores subiram o tom com xingamentos e, até, ameaça de resolver a situação do lado de fora do parlamento.

Foi preciso, inclusive, a intervenção do presidente em exercício, José Fernandes (MDB). “Não podemos perder o respeito com as nossas palavras”, advertiu, observando que os vereadores deveriam, também, tratar de assuntos da cidade e não trazer bandeiras e narrativas em momento que se passa um processo eleitoral.

Encerramento

Não ficou só por aí. A presidente Andreia Rezende estava num compromisso e, quando chegou para dar sequência nos trabalhos, já não havia quórum. Ou seja, o número de vereadores presentes era insuficiente para a votação de projetos pautados para a sessão.

Ela demonstrou irritação e pediu que se fizesse a leitura dos vereadores presentes, para constar nos anais da casa.

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