Claudius Brito – As urnas desse ano trazem novidades que vão, certamente, passar à história da representação feminina de Goiás no cenário político.
Fazendo história

Com 38 anos de idade, Ana Caroline Guimarães de Oliveira Faria, que passou a ser conhecida como Carol do Amiltinho, conquistou algo que certamente não lhe passava pela cabeça, até o trágico acidente que vitimou o seu esposo, o deputado estadual Amilton Filho.
Ela assumiu a candidatura e foi eleita. Mas não só isso. Foi a maior votação da história da Assembleia Legislativa. E, claro, voto é algo que impõe respeito no meio político.
De agora até fevereiro do ano que vem, quando, quando a Alego inicia a nova legislatura, Carol terá de se dedicar a aprender sobre o funcionamento e os ritos do parlamento estadual.
Jovem, ela chega renovando a Casa de Leis do Estado e, certamente, tem tudo para desenvolver um bom trabalho, independe do peso que ela carrega de continuar o legado de Amiltinho.
Mulheres no Senado

A ex-primeira-dama de Goiás, Gracinha Caiado, esposa do ex-governador Ronaldo Caiado (natural de Anápolis), foi eleita senadora para a representação de Goiás, no pleito do último domingo (4).
Antes dela, só uma representante do Estado assumiu o cargo como titular: foi Lúcia Vânia, que teve dois mandatos na Casa. Ela foi casada com Irapuan Costa Júnior, que foi prefeito de Anápolis e governador de Goiás, na década de 1970. Portanto, Lúcia Vânia foi também primeira-dama goiana (e anapolina).
Na sua primeira eleição ao Senado, em 2002, Lúcia Vânia obteve 1.057.358 votos (22,82%). Na segunda, obteve 1.496.559 (30,56%). Votação essa maior que a obtida por Gracinha Caiado, que foi de 1.458.522 (21,83%).
Ione Guimarães e Dona Íris Araújo, também tiveram a oportunidade de representar Goiás no Senado, como suplentes. Ione era suplente de Lúcia Vânia e Dona Iris era suplente de Maguito Vilela, pai do governador Daniel Vilela.
Brancos e Nulos

Os votos em branco e nulo não alteram o resultado de um pleito, nem mesmo, são considerados válidos. Mas, é uma manifestação do eleitor. E essa manifestação se deu mais uma vez em Anápolis, com números significativos.
Para a votação de Presidente, os votos brancos e nulos somados foram 8.593 (3,83%). Para governador, brancos e nulos somaram, nominalmente, 19.472 votos (8,71%).
Para senador, somaram 74.532 (16,67%). Para deputado federal, brancos e nulos somaram 23.344 (10,37%) e, para deputado estadual, o total foi de 19.152 (8,52).
Somando a isso a abstenção, que foi na casa de 64 mil, mais de 22%, tem-se uma leitura que muitos votos estão sendo desperdiçados.
Segundo tempo

Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PL), escolhidos pelos eleitores para o segundo turno da disputa eleitoral vão entrar para jogo para buscar a vitória. Agora, não tem outro resultado que interessa.
E, nesses últimos dias, eles começaram a colocar dentro de campo as táticas que devem utilizar na campanha. É um período difícil, porque não basta ter acerto. É preciso, também, não errar para dar margem de vitória ao adversário.
O candidato do PL deve focar marcar pontos com o eleitorado do Nordeste, onde Lula dominou no primeiro turno.
E Lula deve mirar o Sudeste e, sobretudo, São Paulo, onde o PT perdeu a eleição na capital. Claro que não é só isso, há muita estratégia para ser colocada nesta grande final do jogo democrático das eleições.

- O vereador Policial Federal Suender (PL) reclamou na tribuna que não teve o apoio que esperava de seu partido para a campanha a deputado federal. E, também reclamou da falta de apoio do prefeito Márcio Corrêa.
- Márcio Corrêa é do mesmo partido de Suender e saiu mais forte dentro do PL nessa eleição, com os apoios que ele deu a Gustavo Gayer (eleito senador) e Major Vitor Hugo (eleito deputado federal). Sendo assim, um embate nesse momento não serie um bom caminho.
- Entre os prefeitos presentes na vinda do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) à Goiânia, Corrêa foi o único citado.
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