Rota do Legislativo busca fortalecer história e laços do poder com a população

Claudius Brito – Instalada a Vila de Santana da Antas, em 10 de março de 1892, naquele mesmo ano sucederam-se as eleições para a intendência (que equivalia ao Poder Executivo Municipal da atualidade) e para o Conselho Municipal (hoje Câmara de Vereadores).

O número de eleitores na Vila, à época, era de 370 e houve uma abstenção de 177. Foi eleito Lopo de Souza Ramos para intendente e para conselheiros municipais elegeram-se Gonçalves de Almeida, Floro Santana Ramos, Antônio Crispim de Souza.

O primeiro presidente do Conselho Municipal de Anápolis, após a elevação à categoria de cidade (1907), foi Manuel Teodoro Batista, tendo como demais membros Amaro Pires Batista, Odorico da Silva Leão, Rubem Ribeiro Camelo, Francisco de Carvalho Fontes e Floro Santana Ramos.

A história do Legislativo é uma história que se confunde com toda a história de Anápolis. E, pela sua importância, ela não pode se perder no tempo. Pelo contrário, deve ser preservada, chegando cada vez mais perto das pessoas.

O resgate da história é um viés de uma lei que foi aprovada na Câmara Municipal em segunda e definitiva votação, para criar a Rota do Legislativo.

A propositura foi apresentada pela Mesa Diretora e recebeu acolhimento unânime dos vereadores em plenário.

A Rota do Legislativo é uma inspiração das rotas do turismo, onde se tenta traçar caminhos para que as pessoas possam conhecer elementos históricos e/ou culturais de determinada localidade ou região.

 No caso, a rota é o Legislativo, com o seu acervo histórico próprio e uma espécie de “vitrine” de tudo que compõe o trabalho da Casa de Leis e dos vereadores e vereadores, das primeiras à 50ª e atual legislatura.

A história passa pelos pioneiros; pela primeira mulher a ser eleita vereadora no município, Francisco Miguel; pela primeira mulher presidente, Andreia Rezende, em exercício do mandato e no comando da Casa, e pelas demais mulheres do parlamento local.

Passa, ainda, pela história dos vereadores combativos como Henrique Santillo, Geraldo Tibúrcio, Valmir Bastos, José Escobar Cavalcante, Antônio Gomide, entre tantos e tantos outros. Passa pela posse de prefeitos; pelo CEI que retirou um governante do poder pela primeira vez.

Passa, ainda, pelo trabalho dos vereadores constituintes, que escreveram o texto da Lei Orgânica do Município.

Na atualidade, a rota inclui os trabalhos além-gabinetes que são exercidos através das procuradorias especializadas da mulher, da infância e da juventude, das pessoas com deficiência.

Enfim, é uma rota de muitos caminhos, que leva a diversos saberes. Afinal, a arte da política também é um conhecimento.

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