A leitura dos eventos e o cenário da direita

Claudius Brito – Nos eventos da programação dos 119 anos de Anápolis, algumas ausências nos palanques levam a uma leitura do quadro político. E, no cenário nacional, os olhares se voltam sobre as movimentações no campo da direita.

Mapa da mina

Dados mais recentes divulgados pelo TSE apontam que Goiás possui 5.081.043 eleitores aptos ao voto para as eleições gerais desse ano, nos 246 municípios.

Os 10 maiores colégios eleitorais são: Goiânia (1.016.176), Aparecida de Goiânia (341.039), Anápolis (287.893), Rio Verde (152.767), Luziânia (136.507), Águas Lindas de Goiás (125.062), Valparaíso de Goiás (99.348), Trindade (95.994), Senador Canedo (95.328) e Formosa (77.904).

Esses 10 municípios concentram 2.428.018 eleitores aptos ao voto, correspondendo a 47,78% do total. Ou seja, muito perto da metade dos eleitores de todo o estado.

Somente a capital tem eleitorado correspondente a 20% do total de goianos aptos ao voto.

Um verdadeiro “mapa da mina” dos votos.

À direita

Dos cinco principais nomes que estão postulando disputar a Presidência da República, quatro são ligados a setores ideológicos de direita: Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).

No contraponto, à esquerda, buscando a reeleição, está o presidente Lula (PT). Claro que a disputa terá outros nomes. Mas esse cenário mostra a divisão entre a esquerda.

Claro que alguma coisa pode mudar até o final do período das convenções. E, claro, havendo segundo turno, se o petista avançar, o nome mais votado da direita deve trabalhar para unir o segmento.

O que não será fácil, diante de uma campanha que poderá ser acirrada.

Leitura

A primeira-dama Carla Lima Corrêa não está se fazendo presente nos palcos das entregas do aniversário da cidade. Também ausentes, vereadores da base como José Fernandes, Jean Carlos, João da Luz, Policial Federal Suender e Wederson Lopes.

Em tempos de eleições, claro, a leitura que se faz é que esse afastamento decorre da legislação eleitoral. Sendo assim, tem-se aí alguns nomes com projeto de buscar cargos eletivos no pleito desse ano, em especial, cadeiras na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal.

Em relação ao nome da primeira-dama, Carla Lima, ainda se tem um mistério no ar.

Bastidores

Os próximos dias serão marcados por muitas conversas nos bastidores políticos. Sobretudo, as direções partidárias alinharão as alianças que vão formar para a disputa eleitoral.

É uma fase em que, geralmente, em meio ao silêncio das lideranças, surgem também muitas especulações para tentar desviar uma conversa ou outra.

Fato é que tudo vai estar mais claro a partir de 5 de agosto, quando termina o prazo das convenções. Até o dia 15 as candidaturas devem estar devidamente registradas e, assim a campanha já pode começar a partir de 16 de agosto.

Aí, sim, é um período em que o eleitor deverá estar atento não só ao cenário, mas também às propostas e promessas.

Leonardo Alves de Araújo, mais conhecido como Leonardo Avalanche, (Anápolis, 1989)

  • Ronaldo Caiado (PSD) e Leonardo Alves de Araújo, mais conhecido como Leonardo Avalanche (PRTB), são dois nomes que buscam disputar a Presidência da República e, embora sejam naturais de Anápolis, nunca disputaram uma eleição municipal.
  • Avalanche nunca disputou o cargo. Essa, aliás, é a primeira eleição que ele participa como candidato. Caiado já disputou várias, inclusive, essa é a segunda vez que busca disputar a faixa presidencial. A primeira vez foi em 1989.
  • Em um vídeo gravado para as suas redes sociais, o vereador Rimet Jules (PT) anunciou em alto e bom som que não concorrerá a nenhum cargo nas eleições desse ano. Seu projeto é tão somente desempenhar o seu papel para vereador, para o qual foi eleito.