Claudius Brito – Apesar das incertezas que ainda rondam o cenário do comércio internacional, Anápolis tem o que comemorar. No primeiro quadrimestre desse ano, ou seja, no período de janeiro a abril, as exportações feitas pelo município registraram alta de 43,7% em relação ao mesmo período de 2025.
O mesmo aconteceu com as importações, que registraram alta, na mesma comparação, de 15,1%.
Os dados são da plataforma Comex/Vis do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Conforme o levantamento realizado pelo CONTEXTO, os resultados do quadrimestre da balança comercial de Anápolis são os melhores na série histórica para o período, desde 2016.
Esse ano, de janeiro a abril, o volume das exportações feitas pelo município foi na casa de US$ 84,5 milhões. Já no mesmo período de 2025, o valor foi de aproximadamente US$ 27,5 milhões.
As importações registraram volume de US$ 812,1 milhões nos primeiros quatro meses desse ano, contra US$ 714,1 milhões em 2025, na mesma avaliação.
O volume acumulado do ano de exportações e importações, a chamada corrente de comércio, fechou em US$ 896,6 milhões. A balança comercial de Anápolis registra déficit de US$ -727,6 milhões. Isso porque o município mais importa do que exporta. Mas, esse resultado não pode ser considerado negativo, porque Anápolis é um polo industrial que depende de muitos insumos comprados de outros países.
Ranking e participação
Em relação às exportações, o município responde por 2,2% das exportações de Goiás e 0,07% das exportações nacionais. No ranking de exportadores goianos, o município ocupa o 12º lugar. Em nível nacional, o 240º lugar.
Já em relação às importações, Anápolis participa com 46,7% de tudo que é importado no Estado de Goiás e 0,9% das importações nacionais. O município ocupa o primeiro lugar entre os importadores goianos e o 25º entre os importadores de todo o país.
Parceiros
Nas exportações, considerando ainda o resultado acumulado de janeiro a abril desse ano, os principais parceiros internacionais do município são: Romênia (14,7% de participação); Suécia (11,2%); Indonésia (9,2%); Índia (8,7%) e Vietnã (7%).
Nas importações feitas por Anápolis, a China aparece de forma absoluta, com 41,7% de participação, seguidas por Alemanha (18,8%); Suíça (11,4%), Japão (6,4%) e Índia (5,5%).
Considerando a corrente de comércio (exportações mais importações), a China tem participação de 38,1%, seguido por Alemanha (17,1%); Suíça (10,4%); Japão (6,0%) e Índia (5,8%).
Produtos
A pauta dos produtos exportados por Anápolis tem, predominantemente: – Tortas e outros resíduos sólidos da extração de óleo de soja (64%); – Óleo de soja e respectivas frações, mesmo refinados, mas não quimicamente modificados (12%); – Turboreatores, turbopropulsores e outras turbinas a gás (10,9%); – Alcoóis acíclicos e seus derivados halogenados, sulfonados, nitrados ou nitrosados (4,3%).
Nas importações: – Sangue humano; sangue animal preparado para usos terapêuticos, profiláticos ou de diagnóstico; antissoros; outras frações de sangue; vacinas; toxinas; culturas de microrganismos (32,7%); Medicamentos (15,2%); – Partes e acessórios de veículos (17,7%).
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