Dívida de R$ 1,7 bi e metas cumpridas em educação e saúde. Veja balanço da Prefeitura

Claudius Brito – O prefeito Márcio Corrêa participou na tarde desta sexta-feira, 27/6, de audiência pública para a apresentação do relatório de gestão fiscal do município, referente ao primeiro quadrimestre de 2025.

Portanto, de forma oficial, essa é a primeira prestação de contas realizada publicamente pela gestão. A audiência pública aconteceu na Câmara Municipal, que teve o plenário cheio e a quase totalidade dos vereadores, além da presença de secretários municipais e do vice-prefeito Walter Vosgrau.

A primeira etapa da reunião deu-se com a apresentação do relatório pelo secretário municipal de Economia, Marcelo Olímpio Carneiro.

Nessa apresentação, foi traçado um paralelo do resultado do primeiro quadrimestre de 2025 com o mesmo período do ano passado, da gestão anterior.

A receita realizada do primeiro quadrimestre de 2024 ficou na casa de R$ 750,3 milhões. No ano passado, ela foi de 642,3 milhões. Portanto, uma variação de -14,40.

A receita tributária, ou seja, aquela proveniente das fontes de arrecadação própria fecharam o primeiro quadrimestre do ano em R$ 234 milhões, com crescimento de 6,14% na comparação com o mesmo período de 2024.

As transferências correntes somaram esse ano, no período, R$ 342,2 milhões, contra R$ 349,9 milhões em 2024, uma queda de -2,21%. Essa queda, conforme destacou o secretário, deu-se por ausência de prestação de informações ao Governo Federal, na gestão anterior. Isso derrubou, por exemplo, a participação de Anápolis no Coíndice, que é a repartição do bolo do ICMS arrecadado pelo Estado. Inclusive, ele citou que Anápolis caiu para a quarta posição nessa divisão, ficando atrás de Aparecida de Goiânia, Rio Verde e Goiânia.

O balanço traz ainda que da receita prevista para o exercício atual, de R$ 2,308 bilhões, o município já executou cerca de R$ 672,9 milhões, representando, portanto, 29,16% do total.

Pessoal

A despesa com pessoal e encargos na folha de pagamento desse ano, soma em torno de R$ 323,8 milhões no primeiro quadrimestre. No ano passado, o valor foi de 297,8 milhões, com variação de 8,74%.

Os dados apresentados mostram que houve uma redução no quantitativo de servidores comissionados da ordem de 32%. O número era de 1.046 em 2025 e caiu para 721 em 2025.

A despesa com pessoal apurou índice de 45,50%, abaixo do limite prudencial que é de 51,30%.

Saúde e educação

O balanço fiscal parcial demostra que o município aplicou o equivalente a 24,63% da receita na área da educação. O limite mínimo constitucional é de 15%.

Na educação, a aplicação foi equivalente a 27,42% da receita. O mínimo previsto pela Lei Magna é de 25%.

Portanto, o município superou as metas neste primeiro quarto do ano.

Dívidas

O relatório apresentado na audiência aponta que o endividamento do município está na casa de R$ 1,749 bilhão, sendo 1,443 bilhão de dívidas de longo prazo (algumas dívidas bem antigas que são roladas ao longo dos anos e gestões) e R$ 305,8 milhões em dívidas de curto prazo.  Nas dívidas de longo prazo, os empréstimos batem na casa de R$v1,3 bilhão.

Saúde

Na sequência da prestação de contas, a secretária municipal de Saúde, Eliane Pereira dos Santos, apresentou os números da pasta para o primeiro semestre desse ano, com um relatório à parte, detalhando os atendimentos e os recursos aplicados nas mais diversas áreas que estão sob o seu “guarda-chuva”.

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