Requalificação do centro de Anápolis envolve vários desafios

No final da última semana, duas reuniões jogaram luz a uma discussão que estava meio adormecida: a revitalização ou requalificação da região central de Anápolis. De fato, é uma necessidade, mas não se pode alimentar a expectativa de que essa mudança se dará de forma repentina, da noite para o dia.

A revitalização do Centro envolve diversas situações. Uma delas, foi levantada na audiência pública promovida pelo vereador Rimet Jules, para discutir a situação dos vendedores ambulantes.

Nesse contexto, algumas questões já foram levantadas, como, por exemplo, o funcionamento desse comércio com bancas padronizadas. Outra situação seria a remoção dos ambulantes para uma área em comum e, assim, por conseguinte, a retirada deles do Centro.

Outra questão passa por uma ação que a Prefeitura de Anápolis deu já o start, que é um concurso público para que empresas das áreas de arquitetura e urbanismo possam apresentar projetos de requalificação da região central.

Essa ação foi objeto de uma reunião da Comissão de Urbanismo, Transportes, Obras e Serviços da Câmara Municipal, capitaneada pelo vereador Wederson Lopes e, na oportunidade, abriu-se o leque do diálogo para recepcionar sugestões da sociedade organizada. A Prefeitura já lançou ferramentas para participação popular nesse processo.

Mas, para além das questões dos ambulantes e do urbanismo, a revitalização do Centro envolve o planejamento de obras de infraestrutura, sobretudo, nas redes de água e esgoto e captação de águas pluviais.

A questão do trânsito e estacionamentos é também outro desafio que concorre para um amplo debate. Além do transporte público.

Não menos importante, empresários lojistas devem também contribuir no processo com a melhoria de suas fachadas e no atendimento nos estabelecimentos.

A revitalização passa pela necessidade de uma agenda cultural para atrair os consumidores que, hoje, têm à disposição para as compras as plataformas digitais e a comodidade dos shopping centers.

Sem contar ainda que a oferta de comércios e serviços que se espalhou nos grandes bairros.

Enfim, é preciso também, por meio de campanhas bem articuladas, promover uma mudança de cultura na população.

São vários, portanto, os desafios à frente e, diga-se de passagem, não é um desafio do prefeito Márcio Corrêa e de sua gestão. É um desafio de toda cidade.

Foto da matéria: JC Potenciano
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